Pular para o conteúdo principal
Brado amigo que não teme a necrofobia
venho de longe pedir abrigo
coveiro amigo que enterra uísque
do amigo do peito
sem pulsar seu veneno
ponho-me em respeito
seu nome a zelar
das emoções que trago
das mãos que fremem saudades
paragem das lembranças
moribundo das noites
ponho-lhes a cantar
Carrocha! Carrocha!
hás te cuidar-te
do gozo frenético e meloso
silencioso gemido
que lhe fez silenciar.

A noite segue num tamborim
onde as meninas dançam
os rapazes as acompanham
e por aqui em cada um nós
as lembranças do que deixastes
em cima da mesa, no quarto inacabado
a vida sem emoção
Carrocha! Carrocha!
hás te cuidar-te
seja lá onde estiveres, se estiveres
pois aqui seguiremos
bebendo o uísque acompanhados
na sincera emoção viva
da grata lágrima das gargalhadas em teu nome
e tudo que há e de tudo que se vai
quando tu fostes
deixando parte de ti no que hoje é a tua ausência
estranha sensação de vida é a que nós sentimos.


Postagens mais visitadas deste blog

Estranho como tudo se apresenta às vezes num destino traçado como acaso o mundo se resume em instantes o desejo em tocá-la a imaginação faz de mim fantasmagorias
Como é vasta minha mente Quando vaga pensando em ti
Poderia acreditar nos céus e que tudo é um fato predestinado como seria ingênuo se aceitasse que posso deixá-la ir por ser parte do meu destino em deixá-la ir
O mundo e os céus podem se contorcerem numa sinfonia ou num caos eu não serei o resultado das circunstâncias sou o meu destino, e faço dele a minha revelia e não faz parte dele qualquer que seja outras teorias nada além do eu e daquilo que desejo do desejo massivo da fantasia em realizar as minhas mais sinceras vontades
Como é vasta minha mente Quando vaga pensando em ti
Estranho como tudo se apresenta às vezes num destino traçado como acaso o mundo se resume em instantes o desejo em tocá-la a imaginação faz de mim fantasmagorias

S. John
É tão estranho
O silêncio presencia a ausência que sinto Como há silêncio no espaço vazio se aqui não se existe E a presença do que não há como pesa o peso que sinto Se assim ao menos o peso fosse leve como a ausência Tudo poderia fazer algum sentido Mas o tempo segue e há o ditado que diz “o tempo voa” Se voa ou se fica, uma coisa é certa, a ilusão do que vejo Ou a ilusão do que sinto, faz o tempo não ser o mesmo Envelheço a cada segundo, as ruas já não possuem o mesmo tom O que era doce permanece doce, mas o que tinha gosto particular parece ter perdido por razão do que não sei Estranho o tamanho do meu eu Como consigo entrar ali num coração apertado onde se quer Realmente há espaço pra morar, às vezes é assim que somos Algo amassado o suficiente para caber onde não cabemos Dizem que tudo passa ao passo que nada permanece E se é assim, que seja a vida também um passo Que não há de permanecer O dia fúnebre chega a todo passo Com ou sem aqueles que compassam com a gente É a…
É estranho escutar os meus sons, como se há em quem pronuncia,
um amontoado de seres distante. 
como um coração amarrado, sem amarras para se conter.
é um estado de estar em há, outro corpo a preencher-me.
de mim eu transbordo e não me vejo

Cantarelli